Em junho de 2026, Itapema fez algo que ninguém esperava tão cedo: ultrapassou Balneário Camboriú e assumiu o metro quadrado residencial mais caro do Brasil.
Segundo o Índice FipeZap de maio de 2026, o m² médio em Itapema chegou a R$ 15.226 — contra R$ 15.215 em Balneário Camboriú. A diferença é de apenas R$ 11. Mas o número não é o que importa. O que importa é o que ele representa: uma inversão no ciclo imobiliário do litoral catarinense que muda a narrativa para investidores, compradores e proprietários da região.
Nós atuamos nesse mercado há mais de 10 anos. Estávamos aqui quando Itapema ainda era "a cidade ao lado de Balneário". Acompanhamos cada fase desse ciclo. E este artigo explica, sem euforia e sem exagero, o que aconteceu e o que vem a seguir.
O que os dados dizem
A ultrapassagem não surgiu do nada. Nos últimos 12 meses, os imóveis em Itapema valorizaram 6,35% — mais que o dobro dos 2,94% registrados em Balneário Camboriú no mesmo período, segundo o FipeZap.
Nos últimos cinco anos, a valorização acumulada em Itapema supera 114%. O município saiu de uma posição de coadjuvante regional para liderar o ranking nacional — à frente de São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Vitória.
O ranking completo do FipeZap em maio de 2026:
- Itapema — R$ 15.226/m²
- Balneário Camboriú — R$ 15.215/m²
- Vitória — R$ 14.965/m²
- Florianópolis — R$ 13.288/m²
- Itajaí — R$ 13.208/m²
O litoral catarinense ocupa quatro das cinco primeiras posições. Não é coincidência — é um ciclo regional se consolidando.
Por que Itapema ultrapassou Balneário Camboriú
A resposta está na diferença de ciclo entre os dois mercados — não na qualidade de um sobre o outro.
Balneário Camboriú é um mercado maduro. A cidade praticamente não tem mais terrenos disponíveis. O padrão de construção é altíssimo, a demanda é constante e o metro quadrado segue valorizado. Mas justamente por isso, o ritmo de crescimento desacelerou. Quando não há mais espaço para crescer, o mercado estabiliza.
Itapema ainda está em expansão. A cidade tem maior disponibilidade de áreas para novos empreendimentos, volume alto de lançamentos de alto padrão e infraestrutura em consolidação. É um mercado que ainda está se formando — e mercados em formação com demanda crescente valorizam mais rápido.
É o mesmo fenômeno que aconteceu décadas atrás quando Balneário Camboriú ultrapassou outros mercados litorâneos. Agora o ciclo se repete uma posição adiante.
O que isso significa para quem investe
Para quem já tem imóvel em Itapema: seu patrimônio acaba de ganhar um argumento de venda e de narrativa que vale mais do que qualquer anúncio. "Meu apartamento fica na cidade com o metro quadrado mais caro do Brasil" não é mais uma projeção — é um fato verificável pelo FipeZap.
Para quem está avaliando comprar: o dado confirma que a demanda por Itapema é real e estrutural, não especulativa. A cidade entrou no radar nacional de investidores. Isso aumenta a liquidez dos imóveis — mais gente querendo comprar significa mais facilidade para vender quando chegar a hora.
Para o investidor de longo prazo: a liderança no ranking nacional atrai novos investidores de outros estados, aumenta a cobertura de mídia e reforça o ciclo positivo. Quanto mais se fala, mais demanda chega.
O que vem depois — e onde está a próxima oportunidade
Balneário Camboriú não vai "cair". Um mercado consolidado não colapsa — ele estabiliza. BC segue sendo uma praça de altíssimo padrão e alta demanda. O que mudou é o protagonismo do crescimento.
E esse protagonismo tende a se deslocar progressivamente para os mercados que ainda estão no início do ciclo. Porto Belo é o nome que especialistas e investidores da região acompanham com atenção. A cidade registrou valorização superior a 30% em dois anos e concentra alguns dos lançamentos mais relevantes do litoral catarinense, incluindo o projeto Vivapark. É o early boom — a fase de ciclo em que Itapema estava há cinco anos.
Quem conhece o padrão reconhece o momento.
Por que isso importa para nós
Trabalhamos em Itapema há mais de 10 anos. Vivemos esse ciclo de dentro — quando o metro quadrado era a metade do que é hoje, quando os primeiros grandes empreendimentos chegaram à Meia Praia, quando investidores de fora começaram a olhar para cá.
A liderança no FipeZap confirma o que nossos clientes já sabiam. E agora temos dados nacionais para provar.
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Proposta Imobiliária — Itapema, Meia Praia e Porto Belo. CRECI 4810-J. Dados: Índice FipeZap — maio de 2026.